Conselhos de velhos peregrinos

O Caminhante da Luz deve portar cajado. Além de aliviar o peso das pernas, ele é muito útil, principalmente, nas descidas, para não forçar os joelhos, e em terrenos acidentados, dando mais segurança ao caminhante. Lembre-se de que o Caminho é feito pelas montanhas de Minas Gerais! Em caso de dor em alguma das pernas, segure o cajado do lado da mesma, pois evitará forçá-la em excesso.
- Siga as marcas do Caminho (setas, placas e pinturas amarelas), pois elas indicam a rota certa, estando localizadas em cercas, árvores, pedras, casas etc. O Caminho é totalmente sinalizado, estando as marcas presentes em todos os entroncamentos, devendo o caminhante ficar atento às mesmas para não errar a direção a ser seguida.
- Procure andar sempre num mesmo ritmo, evitando correria, pois caminhos longos requerem uma caminhada compassada. Contemplativa! Entretanto, evite parar por mais de dez minutos, para não esfriar muito o corpo, mantendo um bom condicionamento; sendo preferível fazer várias paradas rápidas, ao invés de uma mais demorada. E fique atento quanto aos horários, para não ter que caminhar ao anoitecer, pois a escuridão impede que as marcas e setas amarelas sejam visualizadas, podendo fazer com que se perca o Caminho. Sendo assim, se seu ritmo for mais lento, procure iniciar a caminhada o mais cedo possível.
- Não utilize calçados novos, para evitar bolhas e desconforto, uma vez que os pés ainda não estão adaptados aos mesmos.
- Passe vaselina nos pés (espalhando bem para retirar o excesso) e use duas meias, uma mais fina por baixo e outra mais grossa por cima, para evitar bolhas.
- Se sentir que entrou algum objeto estranho no calçado, pare e tire. Se sentir que a pele está sensível, coloque um protetor no local (Band-aid ou esparadrapo).
- Se aparecerem bolhas, as mesmas devem ser perfuradas de um lado a outro com agulha fina desinfetada (o que pode ser feito com um isqueiro) contendo um pedaço de linha. A linha deverá permanecer no local, formando um dreno para esvaziar a bolha. Aperte bem o local para que saia todo o líquido, cobrindo-o, após, com esparadrapo ou Band-aid. No dia seguinte, não havendo nenhum sinal de líquido, o pedaço de linha poderá ser retirado.
- Em caso de subida ao Pico da Bandeira, não deixe de levar lanche, pois o local é totalmente desabitado, não havendo possibilidade de adquiri-lo no Parque Nacional.
- Se houver necessidade, peça ajuda.
- Lembre-se de que as pessoas ao longo do Caminho estão em seu habitat. Portanto, devem ser respeitadas e, de preferência, cumprimentadas. Geralmente, são pessoas simples do campo e, em sua simplicidade, muito têm a ensinar sobre a região e a vida na natureza.