CENIR
DANIEL | ABRALUZ
lançará Corredor Cultural
Carta
para o Marcelo |
Wellington
Vilela
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dos municípios (inclusive de comunidades vizinhas
ao Caminho da Luz), fotografias (históricas, atuais,
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Autora de livro infantil quer introduzir
suas histórias na cultura regional
Nos
anos de 1997 e 2001, a escritora Cenir Daniel Rodrigues
publicou, através da Editora “O Lutador”,
os livros infantis “Dona Onça e o Senhor Bode”
e “História da Galinha Ruiva”, livros
esses que são ilustrados pelo artista José
Luiz Eugênio.
Os
livros de Cenir têm uma estrutura didática
na qual as histórias folclóricas são
contadas em versos rimados, que facilitam as crianças
melhor entenderem as mesmas.
Cenir
transformou os livros em peças teatrais, as quais
são encenadas pelas crianças para um melhor
entendimento dos educandos. Desta forma, seus livros vêm
servindo de exemplo de um novo modelo didático, capaz
de proporcionar às crianças uma maior assimilação
do contexto.
A autora também já teve várias crônicas
e poesias publicadas, e contratados dois outros livros pela
mesma editora.
“Esperamos
poder introduzir nossa literatura na cultura regional e,
para isso, pretendemos apresentar o trabalho executado e
os bons resultados obtidos às secretárias
municipais de educação e também à
superintendente de ensino de Carangola, pois acreditamos
que assim estaremos dando uma importante contribuição
para a formação cultural de nossas crianças”,
destacou a autora Cenir Daniel Rodrigues. (Publicado na
Folha edição de 15.04.05)

Wellington Vilela abre exposição
que marca o início do Espaço Cultural da CMC
“Atendendo
ao convite da mesa diretora da Câmara Municipal de Carangola,
o artista plástico carangolense, Wellington Vilela,
faz hoje (22), uma amostra de uma parte de seu trabalho, através
de seus quadros em exposição no hall desta casa.
As pinturas que aqui se encontram pertencem ao acervo pessoal
de Marcos Domingos Soares, proprietário do Atelier
Decor’arte”. Assim o presidente da Câmara,
Francisco Cabral, anunciou o início da exposição.
Francisco lembrou que a casa Barão de São Francisco,
a partir daquele instante, estava abrindo as portas a todos
os artistas carangolenses, com o objetivo de “valorizar
e divulgar o trabalho de nossa gente, oferecendo espaço
físico que dispõe para exposições
de pintura, trabalho de artesanato e outras manifestações
artísticas”.
O presidente lembrou também que Carangola é
uma cidade com vocação para ser pólo
cultural da região, “daí nossa preocupação
e obstinação em promover e divulgar nosso acervo
cultural”, e arrematou: “a Câmara Municipal
de Carangola pretende ser um bom exemplo nesse sentido e assim
inaugura hoje, com a exposição de Wellingotn
Vilela a primeira de diversas exposições, que
aqui serão realizadas”. (Folha da Mata 28.02.05)
ABRALUZ
lançará Corredor Cultural do Caminho da Luz
A experiência obtida durante a exposição
itinerante de quadros do artista plástico Paulo Basstos,
que teve início em Tombos, passando por Catuné,
Água Santa, Pedra Dourada, Carangola, Caiana, Espera
Feliz, Caparaó, e foi encerrada em Alto Caparaó,
no período de 17 a 25 de julho de 2004, representa
o marco de um movimento denominado Corredor Cultural do Caminho
da Luz.
O movimento ganhou nova força com o apoio dos proprietários
do Hotel Pico da Bandeira, de Espera Feliz, Maristela Gripp
e Ailton Concolato, quando o presidente da ABRALUZ, Albino
Neves, sugeriu, juntamente com Paulo Basstos e o secretário
de Meio Ambiente daquele município, Dr. Renato Milhiolo,
que fosse aberto, no salão de convenções
do hotel, um espaço cultural onde artistas, intelectuais
e artesãos apresentem suas obras e coloquem-se à
disposição do público para um bate-papo
acerca das mesmas. A idéia é ter a participação
de escritores, artistas plásticos, artesãos,
poetas, teatrólogos, músicos, jornalistas, filósofos,
cineastas, artistas circenses, promotores de cultura popular
etc., para que o público possa conhecer mais profundamente
as diversas áreas da cultura e da arte.
Dr. Renato sugeriu o nome Papo Feliz para denominar tal evento
e assegurou que dará todo o apoio para que o mesmo
se torne uma realidade.
A princípio, o evento deverá acontecer uma vez
por mês, no salão de convenções
do hotel, mas poderá tornar-se, a exemplo da exposição
de Paulo Basstos, um evento itinerante.
Paulo Basstos destacou que, a partir da idéia do Papo
Feliz, delimitou-se a idéia do Corredor Cultural do
Caminho da Luz, como tentativa de criar na região um
movimento cultural que abranja todos os segmentos da cultura
e da arte. “A idéia é convidar a todos
os interessados em cultura para participarem do movimento,
criando, desta forma, a oportunidade de lançamento
de trabalhos e de apresentação de talentos regionais”,
finalizou.
Para Albino Neves, a experiência obtida com a exposição
de Paulo Basstos serviu de termômetro para a criação
do Corredor Cultural do Caminho da Luz, pois, durante a exposição
itinerante, milhares de pessoas, entre crianças, jovens
e adultos, puderam ter um contato mais próximo com
a arte e demonstrar seu interesse pela mesma.
“Esperamos que esse novo movimento que está sendo
criado pela ABRALUZ possa resultar em frutos tão benéficos
para a região como vem ocorrendo com o Caminho da Luz,
que surgiu como o mais importe elo para a integração
regional, unindo oito municípios em torno de um mesmo
projeto, numa fusão sem igual na História dos
mesmos. O desabrochar da cultura através de um corredor
cultural, por certo, trará para a região novas
perspectivas culturais, artísticas e econômicas,
ao mesmo tempo em que proporcionará para crianças,
jovens e adultos uma modalidade de ocupação
salutar ao seu desenvolvimento psíquico e intelectual”,
ressaltou Albino Neves.
Dr. Renato Milhiolo destacou que o aprofundamento na cultura
fortalece a estrutura da sociedade para a construção
de um mundo melhor. (Extraído do jornal Folha da Mata
edição de 15 de julho de 2004)
Carta
para para o Marcelo Serpa
Como
vão as coisas?
Por aqui tudo bem, na mais perfeita harmonia. Como Deus quer,
um dia chove, no outro faz sol.
É um prazer, saber que você tem acompanhado os
acontecimentos a respeito de Tombos e do Caminho. Como deve
saber o trabalho que fazemos, na maioria das vezes ainda é
todo na base do amor. Estamos lutando para tentar alguma ajuda
oficial. O único produto que temos na região
que pode fazer com que nossa comunidade possa viver decentemente,
são as nossas belezas naturais. Todo o resto, a agricultura
(que hoje praticamente se resume ao café) e pecuária
só irão sobreviver daqui algum tempo na base
artesanal - o Agro-negócio está tornando a concorrência
muito difícil. O turista é que vai conhecer,
adquirir e consumir estes produtos. Então por que não
investir nisso. A maioria de nossos governantes, seja a nível
federal, estadual ou municipal, ainda não conseguem
aceitar o fato. Preferem saídas imediatistas, e por
que não, eleitoreiras. Preferem dar o peixe, que ensinar
pescar. O potencial é grande, mas precisaria de boa
vontade dos órgãos públicos, para um
projeto a longo prazo, que dia a dia colocasse a região
em condições de receber os visitantes.
O caminho da Luz é o primeiro projeto a dar algum alento
àqueles que preferem lutar para o progresso de sua
terra, da sua casa, para que seus filhos não se vejam
obrigados a buscar um "mundo melhor" nos grandes
centros. Que, aliás, já estão vazando
pelo ladrão (pode ser também "vazando ladrão")
e a pessoa do interior, realmente tem dificuldade de adaptação
nas grandes cidades. Estudar, fazer algum curso, etc., é
uma coisa, agora viver e sobreviver em uma grande cidade é
outra. Até mesmo para aqueles que nasceram nelas, se
torna a cada dia mais complicado.
O Caminho da Luz é um projeto que conseguiu reunir
ao longo do seu percurso, comunidades praticamente abandonadas
e está tentando resgatar a dignidade dessa gente, mostrando
que a região, economicamente, é pobre, o povo,
é mais pobre ainda, mas, as nossas belezas naturais
e a hospitalidade da nossa gente são infinitamente
ricas, sobrevivem e devem ser resgatadas.
O Albino Neves, nos conta que quanto traçou a rota
do Caminho da Luz, pensou mais nesta alternativa turística,
mas, ao percorrer o Caminho, descobriu que a energia no mesmo
é tão grande, que pela primeira vez teve a noção
exata do que é ser um Instrumento do Criador.
O mesmo aconteceu comigo dois anos mais tarde. Mesmo tendo
nascido e me criado nesta região e já conhecer
praticamente todo o percurso, como caminhante fui transformado,
transportado para uma realidade divina e poderosa. O contato
com a natureza, literalmente "pés no chão",
o desprendimento de mim mesmo, provocado pela seqüência
dos dias em contato direto com as belezas e a energia do Caminho,
o auto conhecimento conseqüente, externaram em criatividade
e vontade de fazer desse, o Caminho da minha Vida, o Caminho
da Luz.
As comunidades de Tombos, Catuné, Água Santa,
Pedra Dourada, Carfanaum, Faria Lemos, Carangola, Caiana,
Espera Feliz, Caparaó e Alto Caparaó, já
se beneficiam diretamente com o Caminho. Comunidades circunvizinhas,
como Divino, Alto Jequitibá, Manhumirim, Dores do Rio
Preto, Porciúncula e Natividade, também já
começam a colher os frutos desta iniciativa. Futuramente,
outras comunidades de Minas, Espírito Santo e Rio de
Janeiro, também poderão participar deste projeto.
Ver surgir uma agricultura orgânica em comunidades auto
sustentáveis, com qualidade suficiente para exportação;
preservar o que resta da nossa mata atlântica, rios
e nascentes, criar reservas florestais; dar oportunidades
para aqueles que aqui nascem, não é um sonho,
é uma realidade. Criar projetos para o tombamento de
fazendas seculares, antes que o tempo apague junto com elas
nossa história.
O Caminho da Luz já se expressa em números de
caminhantes, de acesso ao nosso site, de e-mails pedindo informações
e consequentemente gerando hospedagens, alimentação,
venda de produtos artesanais e o mais importante, resgatando
a dignidade daqueles que sempre se sentiram subtraídos
do apoio dos que aqui vêm somente colher votos, não
plantam nada!
A ABRALUZ, já está dando vida a um novo projeto,
o Corredor Cultural do Caminho da Luz, que começou
com a Exposição de Pinturas, uma exposição
itinerante que percorreu as comunidades ao longo do Caminho,
dando oportunidade a todos, de verem transformadas em pinturas
a beleza das paisagens que agora sentem orgulho em fazer parte.
Esta "Exposição de Pinturas", está
se transformando em "Exposição do Caminho
da Luz", agregando fotografia, artesanato, vídeos
e objetos. O projeto é mais ambicioso, a idéia
é criar condições para que todo aquele
que queira se manifestar, encontre condições
para expor suas idéias. Seja através da música,
poesia, literatura, artesanato, fotografia, teatro, enfim,
toda forma de criação que enriqueça nosso
patrimônio cultural. Criar grupos de discussão
junto à comunidade, exposições e eventos.
Tenho certeza, que Deus me dará vida para ver um pouco
mais, para fazer parte dessa historia que aos poucos vai mudando
graças a este objetivo comum, que começa a reunir
em torno de si, comunidades dispersas, que até pouco
tempo não sabiam muito bem que rumo seguir em sua trajetória
e que agora têm o Caminho da Luz.
Abraços
e muita Luz no nosso Caminho
Paulo Basstos
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