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Maior bloco de granito do mundo será destino do cicloturismo do Caminho da Luz A parceria feita entre a Associação Brasileira dos Amigos do Caminho da Luz - ABRALUZ, através de seu presidente Albino Neves e a Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG através da Pró-reitoria de Graduação e por intermédio da coordenadora Mariana de Oliveira Lacerda para implantação de um projeto de cicloturismo de autoria do estudante Dener Henrique de Queiroz Fonseca trará para o turismo de Minas e do Brasil várias novidades. O projeto “Diversificação da Oferta Turística do Caminho da Luz”, através da modalidade Cicloturismo, segundo seu autor Dener Henrique, é pioneiro em todo Brasil.
Entre os atrativos, além da Cachoeira de Tombos, Gruta da Pedra Santa, Pedra do Lagarto, Pedra Dourada, Paredes da Ernestina, fazendas centenárias, reservas florestais, cachoeiras, lagos, rios, o Parque Nacional do Caparaó e os picos da Bandeira (2.892m), Cristal (2.769) e Calçado (2.768), serão incluídos no projeto de cicloturismo viveiros de produção de mudas, horta orgânica, criatório de peixes ornamentais, alambique, estação científica, comunidades rurais de três novos municípios e a Pedra da Elefantina, o maior gigante de granito do mundo. Participando dos circuitos O Caminho da Luz corta os circuitos turísticos Minas/Rio e Pico da Bandeira. Com a implantação do cicloturismo, um novo circuito entra na rota. Desta feita é o circuito Serra do Brigadeiro que inclui, entre outros, os municípios de Antônio Prado de Minas, Eugenópolis e Vieiras, que farão parte do cicloturismo. Maior bloco de granito do mundo
Até há alguns poucos anos atrás existia em uma das faces da Elefantina uma escada cercada por cabo de aço que levava até o topo do bloco de granito para aqueles que não são alpinistas profissionais. O presidente da ABRALUZ, Albino Neves disse que ao pesquisar sobre a Pedra Elefantina encontrou uma matéria da Secretaria de Estado de Turismo de Minas falando do Circuito Serra do Brigadeiro, onde era mencionado que a referida pedra seria o segundo maior bloco de granito do mundo. A fim de aprofundar-se no assunto buscou saber qual seria o maior bloco do mundo e onde ele se encontrava, descobrindo que era citado como o maior bloco a rocha El Capitain, situada no Vale Yosemite no Parque Nacional de Yosemite na vertente ocidental da Sierra Nevada, Califórnia - Estados Unidos, e que este mede menos 76 metros do que a Pedra da Elefantina. A rocha El Capitain é uma rocha maior que Gibraltar e até há bem pouco tempo os geólogos acreditavam ser o maior bloco de granito do mundo, tendo sua face 914 metros, sendo um grande atrativo para alpinistas de todo planeta. Diante dos fatos fica uma pergunta no ar. Os 990 metros da Elefantina são acima do nível do mar ou é a medida da face mais alta da rocha? Se for a medida da rocha, a Elefantina não é o segundo bloco mais alto do mundo, e sim o mais alto. “Independente de ser o maior bloco de granito do mundo, o fato é que a Elefantina, com sua beleza e magnificência, é um grande atrativo turístico dentro do Projeto de Cicloturismo do Caminho da Luz” afirmou Albino Neves. Wanderson Fernandes, ao percorrer a rota que liga Catuné ao trevo de Queiroz, e este a Santa Rita e Pinhotiba (ambos no município de Eugenópolis) ao passar pela pedra Elefantina, foi enfático ao afirmar tratar-se de uma bela escultura da natureza e ao chegar à Gruta da Pedra Santa confirmou a grandeza das obras do Criador. CICLOTURISMO ABRALUZ e UFMG trabalham no projeto de implantação do cicloturismo na rota do Caminho da Luz
O projeto “Diversificação da Oferta Turística no Caminho da Luz, Através da Modalidade Cicloturismo”, de autoria de Dener, será modelo para todo país e já está sendo executado.
O projeto visa ainda a criação de um retrato do Caminho da Luz e de um banco de dados, além de reunir dados necessários para a criação de um material publicitário que ajude na navegação do cicloturista pelo Caminho da Luz. Dener e Albino Neves já mapearam o eixo central do Caminho da Luz, bem como rotas alternativas e atrativos em Tombos, Catuné, Pedra Dourada, Faria Lemos e Caiana e na próxima visita do estudante á cidade estarão mapeando os atrativos de Carangola, Espera Feliz e Alto Caparaó. O projeto de Dener é pioneiro em todo país e deverá ficar pronto ainda em 2007, para, logo a seguir, ser disponibilizado para o cicloturista. Segundo o presidente Albino Neves este será um importante veículo de transformação turística da região, além de servir de modelo para todo o país. Pico
da Bandeira: Bike & Trekking Pois bem, uma das viagens mais alucinantes que fiz foi pelo Caminho da Luz, que tal qual o Caminho da Fé, tem por finalidade levar às pessoas que perfazem o caminho a pé ou de bicicleta a uma reflexão religiosa, se possível. No entanto, o interessante do Caminho da Luz é que depois de percorrer de bicicleta 195 quilômetros, passando por cidadezinhas, vilarejos, fazendas, desfrutando belíssimas paisagens que só as Minas Gerais podem oferecer, o ciclista deve escalar o Pico da Bandeira. Isso mesmo, subir seus quase de 3.000 metros de altitude. A viagem de bike Eu e mais dois amigos, tendo o Dimenor como motorista de apoio (isso mesmo, aquele gordinho que fica tirando fotos da gente nas competições), percorremos de carro quase seiscentos quilômetros até Tombos, pequena cidade mineira, perto da divisa do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. O Caminho da Luz Cansados, mas ansiosos, retiramos as credenciais no Hotel Colonial, montamos nas magrelas e seguimos as placas indicativas do caminho, estas patrocinadas por uma Ótica, que talvez por estratégia de marketing, são enormes, nem dava para errar. Aí para quem está acostumado a viajar por estradinhas, cruzar fazendas, já se sabe: um visual de cair o queixo, não só pelas paisagens, mas cachoeiras podem ser observadas em um cenário de cartão postal. Passa-se por Catuné, Água Santa, Pedra Dourada, Faria Lemos até chegar a Carangola, depois de haver percorrido 92 quilômetros e inúmeras fotos. No segundo dia de pedal, logo ao passar por Espera Feliz e Caiana, chega-se a uma antiga Estação de trem desativada, lugar em que começa um sigle-track fantástico de alguns quilômetros, que serpenteiam o alto da montanha, passando por um túnel de pedra de foto obrigatória. Para se ter uma idéia eu e o Giba voltamos meses depois só para refazer o trajeto, aproveitando nessa nova ocasião para contornar o Pico da Bandeira, história para outro artigo. Outras dezenas de quilômetros percorridos de bicicleta e destino final, Alto do Caparaó, base do pico, pelo lado mineiro. A pousadinha da dona Dora é simples, mas a colhida é arrebatadora, você sente-se como estivesse em sua própria casa, tamanha são as gentilezas oferecidas. Escalando o Pico da Bandeira Bem, para não dar -bandeira-, deixe a bike na pousada, arrume um cajado, agasalhe-se bem, pois no topo do pico faz um frio dos diabos, e prepare-se para subir muito. No entanto, veja que na foto um peregrino subiu em trajes de verão, sem maiores problemas, segundo ele. Questão de gosto, cada um na sua. Para nós ciclistas, caminhar não é nossa especialidade, mas confesso que me senti um explorador, daqueles que se vê em filme, ao ir vencendo, pouco a pouco, os mais de mil metros da base até o topo. Escorrega daqui, segura dali e ao cabo de hora e meia, no topo a recompensa divina: sente-se vencedor de um desafio que não estamos acostumados, ver a natureza por cima das nuvens é um feito, até hoje fico arrepiado com revejo as fotos ou lembro-me da aventura. Vá lá você também Dependendo de onde se mora, é longe chegar a Tombos, mas garanto que vale a pena. E por quê? Porque as subidas, que são muitas, podem ser vencidas sem maiores esforços; é possível banhar-se nas diversas cachoeiras encontradas pelo caminho; sempre haverá algum peregrino a pé para contar histórias interessantes; as pessoas que encontramos pelo caminho sempre são solicitas e acolhedoras; e meu caro ciclista, contar e mostrar fotos aos amigos, que você escalou uma montanha, o terceiro pico mais alto do Brasil é um feito que poucos realizaram. Então, que você está esperando? Ajeite sua querida bicicleta, arrume a mochila com os trecos indispensáveis e se mande para lá, meu camarada. Ah, e ser for julho, pode convidar-me que vou nessa, outra vez. Vale a pena. Afinal, como escreveu o senhor Albino Neves, idealizador do Caminho da Luz: Peregrinar, um ato
mágico. Fé Determinação É na fé e na luz que proponho a você amigo leitor, que não deixe de vencer mais este desafio: Pedale e escale pelo Caminho da Luz. Professor Arnaldo, que assina esta coluna, escreve regularmente para a área de mountain bike do ativo.com. Se você ainda não conhece o Professor, não teve a oportunidade de participar com ele de uma competição de MTB, ou ainda não curtiu uma viagem com o Arnaldo, chegou à hora. Nosso Professor, como é mais conhecido, conta aqui suas peripécias, principalmente nas viagens que participa ou organiza.
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