| |

|
|
O Andarilho

Nas
grandes ordens esotéricas, o iniciado tinha que descer ao
fundo do poço. Na medida em que ia descendo, enfrentava seus
fantasmas e ia libertando-se deles. Só assim poderia encontrar
a Luz, ser um iniciado e, quem sabe um dia, tornar-se um mestre.
Daí o porquê de um grande iluminado ter dito que "é
mais forte o homem que vence a si próprio do que aquele que
vence mil homens em combate."
Nesta viagem rumo ao infinito, o Andarilho dá um grande mergulho
no fundo do poço de sua existência e convida-nos a
percorrer este caminho com ele, na esperança de que cada
um desperte seu Andarilho e, a seu lado, dê o seu próprio
mergulho, a fim de desvendar o mestre oculto que existe dentro de
si.
Se em sua cidade não for encontrado o livro, solicite ao
livreiro que o encomende à Editora Mandala, Rua São
Geraldo, 67 - Floresta, Belo Horizonte/MG, CEP 30150-070, pelo telefone
(31) 3212-4600 ou fax (31) 3224-5151. O código do livro no
catálogo geral é o número 969/9B. ISBN 85-319-0420-X.
O livro também pode ser adquirido através do e-mail
livros@caminhodaluz.org.br .
Trechos do Livro
"Caminhe,
navegue, voe, liberte-se, antes que o tempo se vá e, com
ele, leve seus sonhos, sua felicidade e, por fim, sua própria
vida."
"Quando construído sobre o alicerce do diálogo
e da compreensão, é o amor uma poderosa alavanca de
paz, harmonia, saúde, prosperidade e complementação
da vida. Porém, quando alicerçado sob o obscu-ro manto
da indiferença, do ciúme, do descaso e da constante
desarmonia, o amor deixa de existir e, em seu lugar, assumem, como
frutos da semente plantada, a infelicidade e a insatisfação,
perdendo o amor, desta forma, a sua razão de ser e de existir.
Se falta lenha, o fogo esvai-se e vem a fome, por não existir
o fogo. É a lenha aparada no dia-a-dia que mantém
acesa a chama da paixão, do bem-querer e do amor, para que
reinem a paz e a harmonia, princípios fundamentais do alcance
da felicidade, da prosperidade e da consolidação do
próprio amor. Quem ama, busca a paz, que só se faz
presente através do diálogo e da compreensão.
Chegar ao cume da montanha, onde só o amor existe e os atalhos
são constituídos da felicidade, é possível
quando diluímos, em cada instante, as divergências
e reverenciamos aquilo que melhor equilíbrio represente em
cada ação. O culto a cada graveto do caminho e o respeito
pelo seu estar e manifestar representam a preservação
da lenha que alimenta e dá vida ao fogo do amor. O amor deve
ser manifestado em sua plenitude, pois esta manifestação
representa a sublime expressão do verdadei-ro sentimento
que liberta, une e faz vibrar o Universo em uma única sintonia.
Só mesmo o amor, com seus matizes, para preencher, de formas
tão diferentes, a essência do ser humano com alegria
e satisfação, formando um sentimento de complementação
mútua. Para isso, devemos amar, sem, contudo, possuir, pois
cada um pertence a si próprio e esse é um princípio
que não deve ser esquecido, pois nele deve ser fundamentado
o amor. Quem não permite o desabrochar de seus sentimentos,
por medo ou decepção anterior, sufoca o amor e amarga,
com o tempo, a dor de não o ter realizado. E sufocar o amor
é o mesmo que se condenar à tristeza, à frustração
e ao sofrimento, pois aquele que não permite a manifestação
do amor, não é capaz de realizar a materialização
de seus sonhos mais íntimos. Amar é flutuar num jardim
de delícias, respirar as essências mais raras, cear
o manjar dos deuses, ouvir o canto das sereias e repousar nos braços
da felicidade e da realização. Por mais que se tente
explicar o amor, não é possível, pois, como
o mais nobre dos sentimentos, o amor só pode ser sentido.
Não importa onde, quando ou por quê: o amor, por si
só, completa-se. Mas, se um dia a ardente chama do amor for
reduzida, que sejam guardadas apenas as belas passagens que ela
clareou, para que os sonhos perdurem".
"O perdão é capaz de amolecer o coração,
refrigerar a mente, produzir alívio às dores e curar
aqueles que guardam ódio ou rancores. Perdoar é, antes
de tudo, um ato de benefício a si próprio e, a seguir,
a quem se deu o perdão. Quem guarda rancores, tortura-se,
frustra-se, esvai-se em desequilíbrio, adoece, entristece-se,
martiriza-se, morre, apodrece. O primeiro efeito do perdão
é o renascimento do próprio praticante. Quem pode,
entre todos os mortais, atestar que jamais cometeu um erro ou um
deslize? Quem nunca precisou do perdão alheio? O mais importante
efeito do perdão é sentido pela mente do autor do
mesmo, visto que, quando perdoa, acalma-se, serena-se e, assim,
harmoniza-se consigo mesmo e com o Universo. Quando compreendemos
e perdoamos, passamos a observar que cada ação dentro
do Universo tem sua própria razão de ser e de existir,
e, assim sendo, expressamos nossa gratidão por todas indistintamente."
"Se não tivermos gratidão pelo que recebemos,
será difícil multiplicar os nossos bens, sejam eles
materiais ou espirituais, pois a gratidão é o oxigênio
do aprimoramento de nossa morada, de nossos negócios, de
nossa vida, de nossa família e do meio em que vivemos. Se
não respeitarmos aqueles que nos ajudam também na
hora em que eles não o puderem fazer, cometeremos um ato
de injustiça, demonstrando que não somos dignos de
ter amigos. Se deixarmos enredar-nos nas teias da intolerância,
como poderemos obter a paz que tanto almejamos, se esta habita entre
o eu e o outro, na comunhão das diferenças?"
"Ao som daquela melodia, o Andarilho entendeu ser a paciência
a doce flauta da vida, por onde emana o canto da harmonia, da sabedoria
e da realização.
Diante de tal descoberta, tratou de eliminar qualquer resquício
de ansiedade provocada pelo desejo de descobrir qual seria o próximo
passo, a próxima
descoberta e o que encontraria ao final da jornada, reverenciando
a paciência, pois é ela a base da prudência,
da justiça, do amor, da infinita sabedoria
e da harmonia."
|
|
|