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Daniel
1.
Bolhas
Como alguns já sabem sou enfermeira especializada
em tratamento de feridas. E temos estudos comprovados da eficácia
do uso de AGE (ácidos graxos essenciais ) na prevenção
e tratamento de lesões cutâneas. E isto se aplica
às bolhas que são comuns para nós caminhantes.
Então minha dica é :
Para prevenir use óleo de girassol - você
pode pedir para manipular com vitamina A e E ou comprá-lo
com o nome comercial de Dersane. Também é eficaz
no tratamento. Utilize-o em massagens e em bolhas abertas mantenha
curativo úmido com óleo e solução
fisiológica. Nas lesões abertas experimente óleo
de copaíba (farmácias de manipulação).Mantenha
a umidade com solução fisiológica. Em qualquer
caso não se esqueça de limpeza prévia.
Estes óleos possuem atividade anti-inflamatória
e cicatrizante. A vaselina só possui ação
lubrificante, diminui o atrito e contribui bastante, mas perde
em relação às propriedades cicatrizantes
do AGE. (Dica da Míria, de Carangola)
Eu já sofri muito com bolhas.
Uma até já virou calo, mas mesmo assim,
se não cuido, aparece a bolha EM BAIXO do calo, pode?
Bom, aprendi um segredinho que nunca mais me deu calos:
antes de começar qualquer caminhada, nos locais onde dão
bolhas, colocar esparadrapo (não micropórus, nem
aquele fino), mas esparadrapo à la antiga, aquele grosso.
Coloque meia de coll max e .... boa caminhada sem bolhas. (Dica
da Lourdes, de São Paulo)
Se o problema das bolhas é o atrito
Porque, não alternar calçados diferentes
(atritos em locais diferentes). Eu usei na caminhada:
-solado natural (o que Deus me deu - atrito apenas com o solo
- pequenos trechos)
-havaiana (não descolam, não tem cheiro, não
soltam as tiras - atrito entre o dedão e o outro - trechos
médios)
obs.: os trechos não podem ser longos senão dá
dor nas pernas, apenas para aliviar entre um e outro calçado
-sandália (segundo a Míria o nome é "papete"
- atritos onde há tiras - trechos longos deu certo! (Dica
de Paulo Bastos, Porciúncula, RJ)
As bolhas são causadas pelo atrito
da pele com a meia/calçado e o pé úmido
pelo suor facilita a formação de bolhas. Se v. costuma
ter bolhas no calcanhar, provavelmente é porque o pé
não está firme no calçado e faz movimentos
de sobe e desce quando v. anda, raspando na parte traseira da
bota.
Caso v. já não faça, V. pode experimentar
calçar dois pares de meias (uma grossa de coolmax e uma
mais fina de algodão por baixo, como grande parte dos caminhantes
fazem) e firmar mais a bota (mas não apertar demais a ponto
de prejudicar a circulação do sangue na perna.)
E vale também a recomendação do Gustavo de
tirar a bota e secar o pé, de quando em quando. E a gente
aproveita esta pausa para conversar com quem vai passando.
Eu costumo proteger cada dedo do pé, envolvendo-os
com esparadrapo, caso contrário, certamente terei bolhas.
E quero alertar a todos os caminhantes que tomem
muito cuidado ao sentar sobre os capins em áreas de pastagens.
Voltei do caminho com mais de 50 picadas de micuim (fui olhar
na enciclopédia que bicho era esse que o pessoal me falou
que tinha me picado) e carrapato e elas custam a parar de coçar.
As pessoas mais sensíveis chegar a ter febre, por conta
do anti-coagulante que estes ácaros injetam quando da picada.
Da próxima vez, vou pulverizar toda a roupa, mochila, chapéu
e todos os utensílios com carrapaticida antes da viagem.
Com certeza existem produtos específicos para prevenção;
assim que eu souber, aviso a todos. Como não quis tomar
antialérgico, estou até agora com estas lembranças.
Outra dica valiosa: existem agora no mercado
brasileiro, várias palmilhas de silicone: para toda a planta
do pé, para os dedos, para o calcanhar, etc...
que são ótimas para amortecer o impacto e poupar
os pés. São encontradas em casas de produtos ortopédicos.
Se v. tiver o pé sensível como o meu, vai ADORAR!
E, se vocês me derem licença, aqui
vai a última dica: para os caminhos de sol quente, um pano
branco, leve (fralda) MOLHADO na cabeça, como os palestinos
alivia BASTANTE MESMO o calor. (Dica da
Júlia)
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2.
Dicas de Calçados para Trekking
Fonte:
www.360graus.com.br
O que escolher? Uma bota resistente para proteger bem os
pés durante uma travessia ou um tênis específico
para trekking, com solado de crampons de borracha, flexível,
que permite movimentos mais ágeis? Ou o velho e confortável
tênis de caminhada? Ou ainda, chinelos e sandálias?
Mais uma vez, depende do lugar que você
vai. Do tipo de terreno (quanto mais acidentado, mais você
terá de proteger seus pés), da mobilidade com que
vai se locomover, de quanto tempo fará a caminhada. Por
mais surreal que pareça, uma sandália tipo papete
faz a alegria de muitos trekkers nas curtas (atente-se) caminhadas
pelo litoral nordestino.
Aliás, a partir do momento em que os hippies
trocaram a erva pelo bastão de trekking e se transformaram
nos mochileiros politicamente corretos do Terceiro Milênio,
a sandália passou a fazer parte do equipamento de um bom
trekker.
Botas
As botas de trekking devem obedecer algumas recomendações
para que o usuário tenha segurança sem perder muito
do conforto, algo as vezes fundamental quando a caminhada é
longa e o terreno difícil. O cano longo é muito
recomendável, pois segura bem o tornozelo no caso de uma
torção, além de ser uma proteção
a mais contra entrada de insetos e pedrinhas. Observe alguns itens:
• Língua vedada e passadores externos para cadarço.
Isso impede a entrada de poeira e água;
• Forro interno no tornozelo e na palmilha feito de material
absorvente e macio;
• Entressola macia (permite maior conforto e elasticidade);
• Contrafortes no bico e calcanhar para evitar deformações;
• Solado interno adicional que impeça penetração
de objetos pontiagudos;
• Solado externo com boa tração e aderência,
permitindo a subida e a descida em ladeiras de baixa graduação
e minimizando os inevitáveis escorregões nos terrenos
muito acidentados;
• Ser a prova d'água e possuir isolamento térmico.
Caso não, use spray de silicone.
Tênis
Sim, você pode usar seu bom e velho par
de tênis. Macio e habituado a seu passo, ele serve muito
bem para caminhar em locais tranquilos, com vegetação
aberta, sem muitos sobe-desce íngremes. Caso contrário,
caro trekker, invista em equipamento. Calçados bons e funcionais
não são apenas para posar em foto, mas sim itens
de segurança.
Fique atento quanto solado resistente, conforto
e absorção de impacto. As melhores marcas de tênis
para trekking estão usando entresolas de borracha EVA (minimiza
o impacto) e solado externo de borracha natural para melhor frenagem
(quem desce trilhas esbarrancadas sabe o que é isso...)
e flexibilidade. Aliás, essa é a qualidade que os
trekkers procuram num tênis, que possa acompanhar os movimentos
naturais dos pés, o que a bota rígida deixa a desejar.
O solado Vibram, recentemente tem acompanhado os calçados
da Snake, são uma boa opção.
Veja também se as espumas internas são
resistentes, se palmilhas não esfarelam à primeira
travessia de rio e se o tecido interno é de fácil
evaporação. (Dica de Helder J. Amarante, Vitória,
Espírito Santo)
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3.
Fortalecendo os joelhos
Fonte:
http://www.trilhaseaventuras.com.br
"Estávamos a 14 quilômetros da trilha
principal depois de sermos pegos por uma descida íngreme
daquelas, que de tão íngrimes, são quase
impossíveis de descer devagar. Ao final, o joelho de nossa
amiga começou a inchar como um balão bem diante
de nossos olhos. O doutor disse, mais tarde, que o joelho direito
de nossa amiga havia explodido em uma massa de ligamentos distendidos
por causa de uma pisada desajeitada. A causa: seu joelho não
era forte o bastante para agüentar uma mochila pesada numa
caminhada em terreno irregular". - Relato de uma aventureira.
Nossos joelhos sofrem com o esforço que
fazemos em qualquer esporte, mas quando fazemos isto carregando
uma mochila nas costas, a tensão é muito maior em
nossas juntas. Subir uma ladeira que tem aproximadamente a mesma
inclinação que uma escadaria coloca de três
a quatro vezes o peso do seu corpo em cima dos seus joelhos -
e isto sem uma mochila. Caminhar na descida do morro coloca uma
pressão ainda mais gritante nos joelhos.
A boa notícia é que você
pode prevenir dores crônicas e danos com certas manutenções
antes e durante a trilha. As 12 dicas a seguir ajudarão
a manter seus joelhos fortes para trilhas durante muitos anos.
1. "Aqueça" seus joelhos antes
de cada viagem programando curtas caminhadas com uma mochila carregada.
Este sistema para acostumar seus joelhos e prepará-los
para se tornarem fortes vai variar dependendo da sua capacidade
física e do nível em que você se encontra,
mas um dos princípios básicos do treinamento é
o de que você deveria praticar carregando 4 ou 5 kg a mais
do que você realmente pretende carregar na verdadeira trilha.
2. Invista em um confortável par de botas
para caminhadas que forneçam um bom suporte para o tornozelo,
o que ajuda a dar estabilidade aos joelhos.
3. Alongue os músculos da perna antes
de colocar a mochila em suas costas. Depois de ter caminhado por
10 minutos e seus músculos já estiverem aquecidos,
pare e alongue-se novamente.
4. Treine como colocar a mochila nas costas apropriadamente.
Levante e apóie a mochila em uma de suas coxas, então,
escorregue um braço por uma de suas alças e gentilmente
deslize a mochila em volta e sobre suas costas. Ou melhor, se
for possível, peça para um amigo que eleve sua mochila
ao alto.
5. Fortaleça os músculos de suas
pernas. Foque na parte de dentro e de trás das coxas, porque
se estes músculos estiverem fracos, seus joelhos também
estarão. Você não precisa de um aparelho de
academia, mas um jogo de caneleiras (2 kg está bom para
o começo) ajuda bastante. Para trabalhar a parte interna
da coxa: Com as caneleiras colocadas, deite-se de costas e levante
sua perna direita enquanto mantém sua perna esquerda dobrada
e seu pé esquerdo inteiro no chão. Com seu joelho
levemente flexionado, vire seu pé para fora e contraia
o músculo interno da coxa. Agora faça com a outra
perna. Para a parte de trás da coxa: Coloque-se em pé
e levante uma das pernas atrás de você até
chegar a 90 graus aproximadamente e segure por pelo menos 5 segundos;
depois abaixe a perna bem devagar. Repita cada exercício
por no mínimo 10 a 15 vezes.
6. Incline seu tronco levemente para a frente
quando estiver com a mochila nas costas, principalmente quando
estiver numa subida. Esta postura levemente curvada mantém
seu quadril e joelhos flexionados, colocando menor pressão
nos seus ligamentos e dispersando o peso igualmente entre os seus
quadris e músculos de trás das coxas.
7. Consulte-se com um especialista em pés
sobre produtos ortopédicos feitos sob encomenda. Eles geralmente
são caros, mas podem ajudar a aliviar a dor nas juntas
causadas por desalinhamento anatômico.
8. Evite manobras na trilha que coloquem tensão
extra sobre seus joelhos, tais como agachamentos totais e saltos
desnecessários.
9. Durante longas descidas, habitue-se a parar
com mais freqüência para descansar. E também
ande a passos curtos numa descida, faça caminhos em zigue-zague
em trilhas mais largas, e jogue fora a água desnecessária
antes de andar ladeira abaixo.
10. Se possível use sempre bastões
de caminhada para reduzir o impacto nos joelhos. Caso não
tenha um, improvise com outro material, por exemplo: um galho
seco de árvore.
11. Tente arrumar a mochila de forma que esta
fique o mais leve possível, deixe utensílios desnecessários
no acampamento, por exemplo.
12. De início, escolha caminhadas que
não forcem tanto os joelhos. Se montanhas muito íngrimes
e grandes caminhadas que levam dias o deixam com os joelhos fracos,
procure caminhadas mais curtas em terrenos mais lisos, e pare
para descansar com mais freqüência.
Nota Importante: Se os problemas persistirem
depois de tentar todas estas medidas de prevenção,
procure um médico que o aconselhe mais especificamente.
(Dica de Helder J. Amarante, Vitória, Espírito
Santo)
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4.
Reposição de sais minerais
A cerca de 2 meses venho sendo acompanhado por uma nutricionista
para que eu possa melhorar meus resultados na academia e nas corridas/caminhadas.
Ao comentar com ela que participaria de uma caminhada de 7 dias
e explicar como funcionava ela demonstrou preocupação
com a reposição de líquidos e me explicou
que durante uma caminhada desta corremos o risco de perder massa
magra (músculos) e talvez não perder nada de gordura
(coisa que, tenho certeza, muitos buscam em uma caminhada).
Se a gente oferece ao organismo a reposição adequada
de sais minerais a possibilidade de o organismo buscar a energia
em massa gorda é muito maior, o que nos porporcionará
uma caminhada muito mais saudável.
Sendo assim ela me prescreveu um "repositor hidro-eletrolítico"
(assustaram??). Um repositor hidro-eletrolítico muito conhecido
nosso é a água de coco (não disponível
em todos os lugares).
Como alternativa ela passou os já conhecidos Gatorade e
Marathon, que também não são práticos
de carregar e não estão disponíveis no comércio
às "margens" do caminho.
Foi então que ela falou que eu poderia utilizar a "Malto
Dextrina" (assustaram de novo??). Trata-se de uma mistura
de sais minerais em pó que é fabricada em diversos
sabores (utilizei o de frutas cítricas), possui o mesmo
sabor de um Gatorade.
Ela pode ser encontrada em lojas de produtos naturais ou em academias
de ginástica. Custa apenas R$ 8,00 o pacote de 1Kg e rende
pra burro.
A dosagem é a seguinte: 1 colher de sopa + uma pitada de
sal em um copo de 200ml de água. Utilize à vontade
em substituição à água comum.
O que achei mais legal foi a praticidade no transporte: carregava
na minha pequena mochila apenas a quantidade para aquele dia e
fazia a mistura durante a caminhada.
Antes de passar esta dica tomei o cuidado de perguntá-la
se isto poderia ser compartilhado com outras pessoas sem prejuízo
para a saúde, ou seja, se qualquer um poderia usar, ao
que ela me respondeu que não havia nenhuma restrição.
Para quem tiver alguma dúvida consulte seu médico.
O resultado: emagrecí 3kg durante o caminho e estou forte
como um touro (hehehe!!). (Dica do Helder, Vitória,
Espírito Santo)
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5.
Para emergências na mata e em rios
Dica de minha amiga Leilany que trabalhou como médica,
durante 1 ano, no exército: a mochila deve conter sempre
duas mudas de roupa impermeabilizadas (faz-se isso sobrando muito
bem calcinhas e meias, colocando-se alguma gulodice no meio, para
qualquer eventualidade depois embala bem apertado num saco de
lixo, prensa as bordas com ferro de passar quente-claro que põe
papel de seda entre o ferro e o plástico, para lacrar).
Também, celular e bússola, indispensáveis,
devem ser ensacados entre duas camisinhas cada um. Assim, veste
uma camisinha de baixo para cima no celular, e depois uma de cima
para baixo.Você sabe usar a bússola? Então
trata de aprender, viu??? Lá no setor militar (em Brasília)
tem umas casas que vendem uniformes que tem todos os apetrechos.
A faca não pode faltar. Um jeans é necessário.
Para fazer bóia, é claro. Vira-se a calça
do avesso, ensopa ela com lama, depois desvira, dá um nó
em cada barra, enche de ar pela cintura, que você fecha
entre as mãos, atravessando o rio com a calça no
peito. Também pode fazer bóia de vários cantis
vazios (cheios de ar), amarrados na cintura.
1)
MOCHILA - Acho que aqui cabe tudo.
Contribuição de Edson Campos Porto eporto@uai.com.br
http://www.msn.com.br/esportes/ecoturismo/extra2/
1. Para ter o conforto necessário, vocé tem
que conhecer as medidas de seu torso. Para descobrir a medida,
pegue uma fita métrica e meça da sétima vértebra
(aquela mais protuberante no final de seu pescoço) até
o ponto mais baixo de seu quadril, mais ou menos na altura dos
ossos da bacia.
2. As mochilas são presas ao corpo por uma série
de tirantes. Alguns passam pelos ombros, outros pelo peito, mas
o mais importante é aquele que fica logo acima da cintura.
É esse tirante que vai sustentar a maioria do peso durante
toda a caminhada. É importante entáo que vocé
se assegure de que esse tirante, ao estar apoiado logo acima da
cintura, não na barriga, esteja confortável, firme
e não escorregue.
3. Tenha paciência. A mochila é um equipamento crítico.
Se possível, leve para a loja tudo aquilo que você
vai ter que colocar na mochila. Quando definir o modelo que você
quer, coloque todos os pertences dentro dela, e ande pela loja
por uns 20 minutos (olha só. Se você vai ter que
pagar esse mico, aproveite para comprar junto a bota, assim serão
20 minutos só, para escolher bota e mochila.., e provavelmente
você vai ficar conhecido na loja).
4. Não economize. Compre a melhor mochila que você
conseguir, desde que ela sirva confortavelmente. Como nas botas,
conforto é o atributo mais importante.
5. Defina sua carga. O que você pretende fazer? Vai passar
2 ou 3 noites na trilha? Vai sair na neve? Vai carregar toda a
carga ou terá carregadores? Dependendo da trilha, você
poderá usar uma mochila pequena. Ou então uma grande,
com acessórios para carregar equipamentos extras. Para
o Everest, levei uma de 40 litros, que foi perfeita. Mas havia
carregadores levando outros 40 litros...
6. Considere a trilha. Se você vai caminhar por trilhas
bem mantidas, uma mochila com estrutura externa pode ser considerada.
Mas se você vai seguir por trilha selvagens ou íngremes,
onde o equilíbrio seja crucial, é melhor uma mochila
com estrutura interna...
7. Considere a versatilidade. Se você gosta de fazer trekkings
curtos depois que estiver com o acampamento montado, considere
uma mochila que tenha opção de separar-se em outra
menor. Existem vários modelos que permitem que, separando-se
uma parte, você tenha uma mochila menor para uma caminhada
leve.
8. Respeite seu estilo. Se você é daqueles que querem
"um lugar para tudo e cada coisa em seu lugar", talvez
deva escolher uma mochila com estrutura externa e um monte de
bolsos. Se você quiser alcançar sua garrafa d'água
durante a caminhada, náo vá se frustar com uma mochila
cheia de bolsos inacessíveis.
9. Planeje com seus parceiros. Se você vai em grupo, verifique
os equipamentos que o grupo precisará levar (barraca, fogareiro,
comida, etc.), distribua-o e compre a menor mochila possível.
Assim náo sobra espaço para o monte de porcaria
que a turma carrega, sem precisar usar. Na minha aventura para
o Everest, o Bernie levou duas imensas sacolas além da
mochila. Náo usou metade do que tinha lá...
Pense em hidratar-se. Durante a caminhada, tomar líquidos
é essencial. Se vocé vai fazer como eu, usando um
recipiente com um tubo que leva água direto á boca,
pense numa mochila que já tenha espaço dedicado
para isso. Ou entáo escolha uma que tenha bolsos especiais
para carregar a garrafa d'água ao seu alcance. Nada mais
frustrante que ter que tirar a mochila para alcançar isto
ou aquilo, no meio da caminhada.
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2)
SACO DE DORMIR - Você vai dormir nisso?
1. Se é a primeira vez que você compra seu
saco de dormir, evite decidir logo na primeira loja. Visite várias,
compare os modelos e preços. São dezenas de opções.
2. Busque ajuda de quem conhece. Pergunte aos vendedores sobre
capacidade isolante, materiais, modelos especiais para mulheres
e tudo que possa lhe interessar. Se as respostas forem vagas ou
não inspirarem confiança, procure outro vendedor
ou vá para outra loja. E diga por que você está
indo.
3. Existem dezenas de materiais que fazem o revestimento e enchimento
dos sacos. Cada um com determinada característica. Uns
esquentam mais, outros pesam mais, outros secam mais rápido.
E importante saber que tipo de clima você vai enfrentar,
quanto peso está disposto a levar, se vai dar para secar
e assim por diante.
4. Experimente. Não tenha vergonha de entrar no saco de
dormir, na loja mesmo. Use os ziperes, entre e saia do saco rapidamente,
use o capuz, vire de lado, verifique o conforto e se você
cabe direitinho. Dobre o saco e coloque-o dentro do saco de transporte
para ver de que tamanho fica e quanto esforço é
necessário. Você não imagina o que é
colocar um saco para 20 graus negativos dentro da bolsa de transporte,
a 5.000 metros de altura...
5. Observe os pés. Verifique se existe uma sobra de espaço
nos pés, de pelo menos 10 centímetros. Isso ajuda
o isolamento, pois permite que algum ar fique no espaço.
Mas cuidado para que esse espaço não seja maior
que 18 centímetros, de forma a ter uma área extra
e inútil para aquecer.
6. Traga sua mochila. Se você vai carregar o saco de dormir
na mochila, é importante verificar se ele cabe. Se necessário,
compre as fitas de compressão, que apertam o saco de dormir
reduzindo seu tamanho.
7. Conheça sua forma de dormir. Você sente sempre
frio? Pois procure um saco para temperaturas mais baixas do que
aquelas que você vai encontrar. Tem claustrofobia? Procure
um saco que tenha mais espaço interno que o normal.
8. Seja realista. Escolha um saco de dormir que esteja de acordo
com as temperaturas médias dos locais para onde você
costuma ir. Tente alugar um saco para temperaturas mais baixas
para experimentar, antes de torrar seu dinheiro num equipamento
caro que você vai usar eventualmente. Eu fiz exatamente
assim no Everest: aluguei o meu saco, informando minha altura
e peso.
9. Seja realista 2. Talvez você não precise de um
saco de dormir para utilizar ao relento, em lugares extremamente
úmidos ou pendurado numa rocha a 3.000 metros de altura.
É preferível comprar algo mais realista e depois,
se necessário, fazer as adaptações com acessórios.
10. Compre um sistema. Se você já tem um saco de
dormir mas quer algo mais leve, mais quente ou mais frio, considere
comprar uma sobrecapa ou um "liner", um saco de dormir
finissimo, como o que eu comprei em Namche. A combinação
desses acessórios vai dar muita versatilidade e poupar
tempo e dinheiro.
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3)
BOTAS PARA TREKKING - Será que está grande?
1. Comprar a bota não é uma tarefa simples.
Você precisa da ajuda de um especialista, que saiba explicar
os detalhes de materiais e as diferenças entre as dezenas
de modelos. Ou você vai ficar louco.
2. Nossos pés costumam aumentar ao longo de caminhadas
longas. Não assuma portanto que a bota que você vai
comprar é do número do sapato ou ténis que
você usa. O melhor é medir os pés no momento
da compra. Algumas lojas tem lá uma traquitana para medição
do tamanho exato dos pés. Uma bota apertada ou folgada
é tudo o que você precisa para arruinar seu trekking.
3. Uma vez conhecido o tamanho, cuidado com os vários modelos.
Uma bota número 40 nem sempre tem o mesmo tamanho de uma
40 de outra marca ou modelo. Se você está nos 40,
experimente o 3g e o 41 também, para cada modelo escolhido.
Vai dar trabalho? Vai.
4. Compre no final do dia ou à noite. É quando seus
pés, depois de um dia inteiro de trabalho, vão estar
inchados, como se estivessem numa trilha.
5. Não tenha pressa. Invista tempo na escolha. Tente o
maior número de modelos que você puder. Com calma,
sem pressa, experimentando. Não é brincadeira: sua
vida pode depender de uma escolha errada.
6. Leve as meias que você vai usar ou compre-as antes de
escolher as botas. Você deve experimentar as botas com o
conjunto de meias que vai usar na caminhada, pois certamente serão
pelos menos duas, o que aumenta a necessidade de espaço
dentro da bota...
7. Preste atenção nos dedos. As botas não
devem apertar seus dedos. Mesmo que elas laceiem, ganhando mais
espaço interno e volume, não vão ficar mais
longas. Uma descida com os dedos sendo apertados contra a parte
frontal da bota pode transformar-se num martírio. Unhas
aparadas são absolutamente necessárias.
8. Coloque a bota e fique andando pela loja o máximo de
tempo possível. Alguns pontos de pressão só
vão aparecer depois que os materiais da bota estiverem
aquecidos. Não há outra forma de verificar, a não
ser andando pela loja, por um bom tempo. O vendedor que tenha
paciência. Se reclamar, mande-o à merda. Você
vai estar empatando uns 400 reais no equipamento mais fundamental
de sua aventura. Ele que espere. E sorrindo.
9. Pense numa bota que seja útil para a maioria dos trekkings
quevocê pretende fazer. Se você costuma fazer caminhadas
leves, mas compra uma bota pesada por causa de uma caminhada em
especial, depois vai carregar esse peso extra quando voltar às
caminhadas de rotina. A não ser que você esteja indo
para o Campo Base do Everest, tente uma bota que caiba na média
de suas aventuras. Nem leve demais, nem pesada demais.
10. Ouça seus pés. O principal atributo que você
deve procurar é CONFORTO. Ele deve estar acima de tudo.
Oualquer outro argumento técnico perde para conforto quando
você está pagando seus pecados numa trilha pesada,
com 8 horas de caminhada.
Depois, é usar, usar, usar. Eu usava a minha em todo lado,
até para ir ao restaurante. Não existe outra forma
de amaciar e de descobrir onde estarão os pontos de pressão
com possibilidade de formação de bolhas. E descobri-los
ANTES de cair na trilha é absolutamente imprescindível.
(Desculpem por não fazer referência a autoria
da matéria acima, pois para mim é desconhecida)
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Daniel
Prezado leitor,
Em primeiro lugar, cabe dizer que o Caminho não
é uma rota difícil Entretanto, há algumas
subidas, e portanto é recomendável que você
esteja no seu peso ideal, antes de ir. Afinal, aos quilos a mais
se somará o peso da mochila. No meu caso, Eram 12 quilos
de excesso que, somados aos 8 da mochila, me causaram algumas
dificuldades.
Se você estiver sedentário, recomendo
uma preparação prévia. Acostume-se a caminhar.
E, se quiser ir além, que tal uma academia?
Ah, e não esqueça de alongar-se, sempre,
antes e depois de caminhar!
Em segundo lugar, os itens que não podem
faltar na sua mochila:
Remédios e higiene pessoal: Cataflan (ou
Dorflex) comprimidos, Gelol ou similar (pomada ou spray), Hipoglós,
Fibrase, álcool, band-aids de vários tamanhos, esparadrapo,
gaze, um pouco de papel higiênico, além de sabonete,
escova e pasta de dentes, antisséptico em spray, protetor
solar, e pinça.
Para aliviar as bolhas nos pés, tenha consigo
uma agulha, e use alcóol para desinfetá-la. Para
prevenir as bolhas, você pode optar por vaselina ou Hipoglós.
Minha mochila, de 35 litros de capacidade, continha:
documentos (e algum dinheiro em espécie e cartão
do banco), casaco e calça para frio, capa para chuva, 2
pares de meias grossas e 2 pares de meias finas, algumas cuecas,
2 camisetas leves e um par de luvas, além de 12 Power Gels
(à venda em lojas de suplementos, são excelentes
para repor as energias durante a caminhada).
Além disso, levei óculos-escuros,
boné Legionário e uma calça-bermuda.
Não posso deixar de mencionar aqui o Camelbak. É
um cantil flexível que vai dentro de sua mochila, do qual
sai um tubinho que permite a você beber enquanto anda. Ele
vem em versões com 1, 2 e 3 litros.
Revendo a experiência de ter percorrido o Caminho, o que
mudaria em minha mochila? Teria levado uma com no mínimo
40 litros, um par de sandálias e uma sunga, para poder
tomar banho nas cachoeiras.
Outra dica que merece menção é
uma de Paulo Basstos: alterne calçados, uma boa bota e
um chinelo, ou uma bota e um tênis. Isso alterna os pontos
de atrito entre seu pé e o calçado, e minimiza a
possibilidade de surgirem bolhas.
Além disso, use duas meias (uma fina por
dentro e uma grossa por fora), além de protetor solar nos
braços, pescoço e rosto. Proteja-se desde o primeiro
dia.
Carrapatos: Não sente jamais no pasto, ou
em na estrada de terra junto ao pasto. Não sentei nesses
lugares, e não tive problema nenhum. Já quem sentou...
Cachorros: os cães que encontramos no Caminho
são pequenos e subnutridos. Irão latir para você,
mas é só jogo de cena. Mantenha o cão à
sua vista e, preferencialmente, deixe o local sem dar as costas
para ele.
Segurança: Nunca houve um assalto no Caminho.
Na subida ao Pico, o ideal é ir com roupas
leves, e colocar as roupas mais pesadas ao chegar lá em
cima. Seu corpo irá esfriar naturalmente ao fim da subida,
e as temperaturas lá em cima são mais baixas.
danielbasico@hotmail.com
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